Da maneira que as coisas estão, e sobretudo depois do caso da TVI, já não me admira que o PS, sem vencer, vença na mesma. E se calhar com maioria absoluta. Salazar fê-lo muitas vezes.
Sim, falo de fraudes eleitorais em massa. Falo de corrupção das mesas eleitorais. Falo de duplos e triplos votos de eleitores-fantasmas. Falo de votos por «correspondência». Falo de cadernos eleitorais falsificados.
Sim. Estou convencido de que, sem fiscalização de entidades internacionais independentes, o PS voltará a ganhar com maioria absoluta.
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A forma como Sócrates se tem vindo a referir ao Jornal de Sexta da TVI é indissociável da notícia da sua suspensão. Ninguém neste país encontrará outra justificação plausível que não o desagrado que provocava no primeiro ministro as investigações levadas a cabo sobre os casos Independente ou Freeport. Politicamente esta decisão parece absurda e, pelo seu timing, muito preocupante para o PS. Ninguém acreditaria que, caso Sócrates vença as eleições, o Jornal de Sexta continuasse por muito tempo, mas nunca se pensaria que a poucos dias das eleições sucedesse algo, sobretudo porque Sócrates não se conseguirá dissociar da decisão. Daqui até às eleições este será um tema da campanha com o qual, aparentemente, o PS nada terá a ganhar e muito a perder, quanto mais não seja porque a interferência do governo na comunicação social ainda é um tema que preocupa as pessoas. Contudo, como acredito que os que preparam a campanha de Sócrates já estariam ao corrente da situação, temo que as notícias sobre este assunto possam preceder outra notícia, designadamente, sobre o caso Freeport. Este ataque político ao Jornal de Sexta só faz sentido se for seguido de outra notícia que Sócrates já deixou no ar na entrevista a Judite de Sousa: a “resolução” do caso. É bom que se perceba que, qualquer decisão (qualquer que seja) sobre o caso Freeport a 15 dias das eleições, é um acto político.
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Hoje em dia, José Sócrates é um verdadeiro Polvo, cujos tentáculos alcançam, para além dos poderes que lhe foram conferidos pelos portugueses, o poder judicial e o chamado «quarto poder» - o da imprensa e comunicação social. Assim, em alguns meses, José Sócrates consegue não ser investigado ou sequer inquirido no âmbito do caso Freeport, consegue a saída de José Eduardo Moniz da TVI e, na sequência disto, a «cereja no topo do bolo», consegue o afastamento de Manuela Moura Guedes e do seu incómodo Jornal Nacional. Quanto ao poder judicial, está nitidamente ao serviço do primeiro-ministro. Lopes da Mota encarregou-se do trabalho sujo mas, no fundo, desnecessário. A nomeação de Cândida Almeida, amiga de abraço de Almeida Santos e mandatária da candidatura presidencial de Mário Soares, ditou o desfecho do Freeport: arquivamento de tudo o que diz respeito a José Sócrates, ignorando-se ostensivamente todos os indícios e provas recolhidas pela Polícia inglesa. Quanto à comunicação social, dominado que está o serviço público e acalmados todos os outros através da «cenoura» do quinto canal, José Sócrates tratou de anular os únicos que ousavam fazer-lhe frente, José Eduardo Moniz, Manuela Moura Guedes e o seu Jornal Nacional. Primeiro, foi a tentativa de compra da estação pela PT, que não deu resultado. Depois, conseguiu mesmo que Moniz abandonasse o canal. Agora, confrontado com novas revelações sobre o Freeport a três semanas das eleições, consegue o afastamento de Moura Guedes. Um escândalo! A democracia em Portugal, hoje em dia, não passa de uma palavra sem sentido. O poder judicial é corrompido através de jogos de bastidores e a comunicação social é amordaçada através de uma intrincada malha de relações políticas internacionais que chega mesmo a Espanha e ao primeiro-ministro Zapatero (vidé as ligações da Prisa ao PSOE). Irene Pimentel diz que é historiadora, mas não distingue um democrata de um ditador nem que lho metam à frente do nariz. Acredita em homens providenciais e acredita que não vivemos num período de asfixia e de claustrofobia democrática. Acredita em José Sócrates, o que é grave, muito grave, numa historiadora. Seria bom que os portugueses soubessem dar a resposta correcta ao compadrio, à corrupção e à vigarice que pulula hoje em dia no país e que tem José Sócrates como a principal força motriz. O Polvo José Sócrates, cujos tentáculos apanham, imobilizam e destroem tudo o que foge ou poderia fugir à normal ordem das coisas. Que é a do homem providencial, do salvador, daquele que tirou o país do caos. Daquele que, custe o que custar, dê por onde der, tem de manter no poder. É que, sem poder, é a sua própria sobrevivência à frente das grades que estará em perigo.
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Como é que Pacheco Pereira soube, esta semana, «“que havia gente paga pelo PS em blogues “espontâneos“, e que foram ingénuos ao ponto de admitirem que o faziam profissionalmente, “até porque não iam votar PS…”»?
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De acordo com notícia do Sol, Carlos Guerra, ex-presidente do Instituto de Conservação da Natureza na dependência do então ministro José Sócrates e arguido no caso, declarou que as várias tranches de elevadas quantias que foram depositadas na sua conta bancária foram devidas a esse acontecimento jurídico denominado: partilhas-antecipadas-que-o-sogro-foi obrigado-a-fazer-após-a-falência-de-uma-s
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Este texto surge a propósito da polémica relativa à introdução de uma área de reserva de extensão do Terminal da Trafaria, prevendo o seu aumento de capacidade (de 1,2 milhões para 6 milhões de toneladas/ano de granéis) e na sequência de dois textos recentes: um de Paulo Pedroso outro da minha amiga e colega Ana Miguéns, ambos candidatos autárquicos do PS em Almada.
A Câmara Municipal de Almada e todas as forças políticas locais já se manifestaram contra esta ideia que consta do Plano Regional de Ordenamento de Território da Área Metropolitana de Lisboa. Publicamente, apenas a CCDR-LVT e Parque Expo parecem defender esta solução, sendo que o próprio Porto de Lisboa, ainda que a defenda, assume não estar nos seus planos a extensão para a margem sul.
Paulo Pedroso defende que esta ideia se centra numa visão passadista de ordenamento do território da margem sul do rio, em certa medida subjugada aos interesses de expansão da cidade de Lisboa e Ana Miguéns centra o problema na ausência de um pensamento territorial de grande escala.
Ambos têm razão, embora nenhum conclua o que parece óbvio a qualquer cidadão: é a forma de fazer ordenamento do território, de pensar e de planear a região de Lisboa que está completamente obsoleta.
Na ausência de um poder regional democraticamente eleito, sobretudo na região de Lisboa e Vale do Tejo ganharam absurda relevância alguns actores que não são mais do que uma expressão de um mediocre aparelho socialista. A partir de pretensos pareceres técnicos licenciaram-se aberrações – o Freeport de Alcochete é uma das mais mediáticas, e distribuiu-se encomendas e benesses a sinistras figuras do poder rosa (o famoso Manuel Pedro, arguido no Caso Freeport, foi uma das distintas figuras do planeamento rosa que a CCDR-LVT resolveu presentear com uns trabalhinhos).
Como Almada é uma câmara liderada pela CDU não lhes terá sido nada difícil inventar uma zona de reserva – ainda que tecnicamente insustentável por já não existir qualquer possibilidade de ligação ferroviária ao terminal.
Como dizia há uns dias Ruben de Carvalho, a propósito do terminal de Alcântara, o essencial não é existir ou deixar de existir mas sim a forma e rapidez como as mercadorias podem ser escoadas. Ou seja sabermos se, na Trafaria ou em Alcântara, estamos a criar um armazém privado a céu aberto ao serviço de um qualquer interesse privado ou se estamos a re-desenhar uma estrutura distribuição das mercadorias deve ser pensada a nível nacional.
É absolutamente urgente para o nosso futuro próximo, que esta oligarquia que emergiu em torno de Sócrates seja imediatamente afastada dos organismos de poder nas áreas do ambiente e ordenamento do território, para que a partir daí o país possa começar a ser repensado e consertado. Em coerência, Paulo Pedroso e a Ana Miguéns, deviam assumi-lo.
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"A gestão integrada das zonas costeiras foi recomendada em Maio de 2002 pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho da Europa, mas só mais de sete anos depois, no último conselho de ministros da passada 5ª feira, o governo Português aprovou uma estratégia nacional para o sector." Público.
Se atendermos ao tempo necessário para a reforma chegar ao terreno, ainda corremos o risco de ter mais mortes o que não parece apoquentar muito os nossos governantes burocratas, centralizadores e incompetentes. Vejam a organização do sector.
Há 11 ministérios diferentes com competências no mar e zona costeira.
Ambiente -Instituto da água; Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional
Ciência - Fundação para a Ciência e Tecnologia
Administração Interna - polícias e municipios
Obras Públicas e Transportes, Cultura, Defesa...
o que quer dizer que ninguem sabe nada e se for necessário fazer alguma coisa demora-se os tais 7 anos ( 4 do governo actual, é bom de ver).
"Uma Lei de bases da zona costeira, a concentração da gestão das zonas costeiras numa só entidade, a criação de uma rede nacional de Observação Costeira e o estabelecimento de um programa de monitorização que integre situações de alerta e situações de risco, são algumas das propostas apresentadas por especialistas em relatório no ínicio de 2006" Público.
Como se vê tudo coisas que nunca se viram e que ninguem conhece, tudo a precisar de estudos em 11 ministérios diferentes, não vá alguem perder poder sobre a costa, as praias e o mar.
É isto que resulta de um poder centralizador, que não autorga autonomia e meios às regiões, que tudo decide, que tudo quer fazer. Uma visão de poder pelo poder, cada vez mais amplo, mais interventivo e, por isso mesmo, mais incapaz. Um governo interessado nas grandes obras públicas, nos grandes negócios, de braço dado com os banqueiros, enquanto as arribas da nossa costa caem aos bocados em cima dos banhistas.
Querem melhor descrição do governo do Sr. engº Sócrates? Em Entre-os Rios houve mortos e tambem houve um ministro com vergonha na cara que se demitiu e técnicos públicos foram chamados a Tribunal. Agora é diferente? É esta a tal "asfixia" socrática que coloca sempre este governo acima da Lei?
Ou basta um passeio ao Algarve para que a responsabilidade se dilua como a água na areia?
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O caso Fernando Charrua representa o que de pior teve o regime socratino que agora finda. O terror, a censura, o culto do chefe. Numa conversa privada, Fernando Charrua terá dito que José Sócrates era um filho da puta. Tal qual nos tempos da PIDE, um inominável bufo ouviu o desabafo e foi contar às chefias. O professor foi suspenso de imediato e a sua comissão de serviços terminada. Iniciou-se então um processo disciplinar.
Num país decente, que não num lamaçal como Portugal, a Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, teria sido demitida de imediato, bem como a directora-geral da DREN, Margarida Moreira, e o respectivo bufo. Num país decente, o Presidente da República concluiria que estava em causa o normal funcionamento das instituições.
Ao invés, o bufo foi promovido, a directora-geral foi reconduzida e a Ministra assobiou para o lado como se nada fosse – o mesmo fizeram o primeiro-ministro e o Presidente da República.
Foi em 2007 – há dois anos apenas. Hoje, no momento em que outros são glorificados por chamarem filho da puta aos adversários, Fernando Charrua é candidato à Junta de Freguesia de Campanhã, no Porto. Para trás, fica um processo kafkiano, do qual nada resultou, porque o castigo, esse, foi imediato e ficou para sempre na sua folha de serviços – fim do destacamento na DREN que durava há muitos anos e processo discipinar.
No momento do voto, convém não esquecer de que massa são feitos determinados tiranetes que governam Portugal.
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Ângela Markel diz que "não é sério falar do fim da crise"
Apesar dos dados económicos terem melhorado, a chanceler alemã diz que
" não seria sério apostar numa data concreta" para o fim da recessão.
Em entrevista ao semanário alemão Focus, Merkel prevê que a economia
alemã vai precisar "com segurança da maior parte da próxima
legislatura" para recuperar.
Ângela , não leves a mal, mas não podes andar a dizer coisas destas
sem falares com o Sócrates e com os Jugulares e os Simplex. O fim da
crise já foi decretado aqui em Portugal e nada faz prever os teus
receios.
Há aqui umas coisitas, como o desemprego e as 150 000 pessoas que não
têm qualquer apoio do Estado mas isso comparado com os 0,3% de aumento
do PIB não é nada, não é estagnação, é mesmo aumento, embora muita
gente diga que não.
Aqui quem manda nestas coisas é o governo, ponto final! Por isso, e
com um grande abraço aí ao teu pessoal, fala primeiro com o Sócrates.
É o que fazem os Jugulares e os Simplex e olha que não se estão a dar
nada mal!
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Com os primeiros sinais de abrandamento da crise duas posições se consolidaram. As dos que não têm qualquer ideia para sair dela e as dos que sabem muito bem o que têm pela frente e respondem em sintonia.
Ângela Merkel vem dizer que ninguem de bom senso pode ver nestes brandos sinais o fim da crise. Sócrates decreta o fim da crise.
Entretanto, para além das preocupações com o aumento do desemprego, outras preocupações se revelam. Todas as instituições financeiras internacionais apontam para um desemprego, em Portugal, superior a 10%. Como não podia deixar de ser o nosso governo aponta para valores mais baixos. Uma preocupação, muita portuguesa, tem que ver com quem já esgotou o direito de receber apoio no desemprego. Como este subsídio corresponde ao tempo de descontos, quer dizer que temos os jovens sem emprego e sem subsídio.
Voltam a casa dos pais desempregados? Emigram ? Recorrem à violência?
Outra questão que passa ao lado do discurso político é que a margem de retoma das economias é muito frágil, tanto do lado da oferta como da procura. Podemos entrar em estagnação por muito tempo como aconteceu com o Japão, nos anos 90.
Portugal se não apostar na criação de riqueza , na produçõa de bens e serviços transaccionáveis e dirigidos para a exportação, vai entrar num período de empobrecimento. Não são os lucros dos bancos, nem das empresas públicas, dirigidas para o mercado interno que darão a volta ao problema. Como só não vê quem não quer. Foi sempre a política económica dos últimos cinquenta anos e que nos arrastou para este beco. Não são os megainvestimentos. <!--more-->
É a produtividade, a inovação, a exportação. Mas para isso é preciso ser muito bom, ser determinado, não ter medo dos senhores do dinheiro. É preciso a reforma da Justiça, da Administração Pública, da Fiscalidade!
É tudo muito dificil mas é o único caminho! Leiam o programa do PS e não se encontra lá nada que não tivesse sido experimentado nos últimos cinquenta anos!
Que a coragem comece por quem vota!
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A Maria José Nogueira Pinto é um caso sério de coerência. Está pronta
a trabalhar com quem lhe dá trabalho e quem é que a pode levar a mal?
Já passou por tudo quanto é sítio de nomeação, pela mão do CDS, do
PSD, do PS! Agora, apoia o PS na pessoas do António Costa e consta nas
listas do PSD. Tudo claro como a água doce, embora não se perceba
porque sai sempre dos lugares (de nomeação) aos gritos com tudo e
todos!
Ou não lhe reconhecem capacidades e demitem-na, ou não lhe renovam os
mandatos, mas a verdade é que sai sempre zangada com toda a gente. Mas
isso dura no máximo 3 mesitos que é o tempo necessário para recuperar
energias e dar uns passeios retemperadores. Com uns textos nos
jornais, uns convites para faladuras na rádio e nas Tvs, a Zézinha
volta na maior.
E aí a temos novamente. Há sempre gente capaz de se sacrificar pelo
serviço público!
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João Constâncio, um malabarista do malsão equilíbrio Maçonaria/Opus Dei, que gangrenou a Universidade Nova, e que lá está por ser filho de quem é, lá terá de dar o doutoramento ao Sr. Galamba, CNO, ou afim. Parece que o preço foi chamar “filho da puta” ao outro. Cosa poca…» (Arrebenta)
Que é como quem diz, o aluno João Galamba chama filho da puta aquem se atreve a criticar o seu orientador João Constâncio. E nós a pensarmos que era por pura amizade…
E já agora, alguém me diz se o João Galamba que aparece a defender a Juventude Comunista da República Checa aqui é o nosso João Galamba?
Há coisas fantásticas, não há?
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No SIMplex, ponto de encontro dos que vão votar PS, a Sofia Loureiro dos Santos faz a apologia da política educativa do actual governo, a propósito da intenção declarada da FENPROF em continuar a lutar.
E se me permite, Sofia, gostaria de reflectir um bocadinho em torno do que escreve até porque estou preocupado com o súbito interesse do seu secretário pela blogosfera.
Eu explico. No vosso manifesto escrevem que “Interessa debater o que foi feito, de bom e de mau, neste últimos quatro anos; mas também projectar o que de melhor se pode fazer para a próxima legislatura. Queremos que o ritmo das reformas se mantenha ou acelere. Queremos transformações concretas na justiça, na segurança social, na saúde e na educação. A dignificação dos profissionais, em todas as áreas, é fundamental. O fosso entre ricos e pobres não pode continuar a alargar.”
Obviamente, sabemos os dois, que nunca como nos últimos quatro anos avançou o fosso entre ricos e pobres em Portugal, mas disso dirá que a culpa é do estrangeiro. Claro, se até o BENFICA entra em campo com 11 forasteiros…
Mas, a minha chamada ao Manifesto vai também no sentido de perguntar onde está a sua capacidade de debater o que de mau foi feito, por exemplo, em termos de educação?
No que diz respeito ao conteúdo, uma contradição, se me permite:
Valida a divisão na carreira dos professores porque “dando aos mais experientes a possibilidade de terem funções mais específicas e diferenciadas, entre as quais a avaliação de desempenho dos colegas mais inexperientes” se está a dignificar a carreira.
Depois, mais à frente escreve que a FENPROF combate a avaliação do PS porque ” o reconhecimento do mérito não lhe interessa.”
Ora vamos lá ver se a gente se entende: o que interessa é dividir a carreira para os mais velhos avaliarem os mais novos? Ou é o reconhecimento do mérito?
Sabe, por acaso, como foram escolhidos os titulares?
Se calhar poderia ir procurar saber.
Por exemplo, pense nesta contradição: para ser Coordenador de Departamento tem que se ser titular. Algo enquadrado na lógica dos mais velhos a orientar os mais novos.
Mas, e para ser Director, o órgão máximo da escola?
Pois… É algo do tipo o Secretário de Estado tem que ser titular, mas alguém para ser Primeiro-Ministro não necessita de tantas “habilitações”… É coerente.
Depois, termina com uma frase “roubada” à FENPROF: “Haverá que corrigir e melhorar muitas coisas, mas sempre com o sentido numa escola pública de qualidade, que é um dever do estado e o único meio de garantir igualdade de oportunidades a todos os cidadãos.”
Integralmente de acordo. Por isso é que sou Socialista e por isso é que colaborei na elaboração do Programa do PS nas eleições anteriores. E, também por isso, é que me sinto enganado.
Obviamente reconheço o trabalho na área das TIC, o alargamento da oferta no 1ºciclo, as obras nas secundárias…
Mas, e a Sofia? Consegue reconhecer o que não correu bem?
Só para concluir: as manifestações de professores, significaram o quê, para si?
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O movimento de luta dos professores nos últimos anos tem sido algo absolutamente fantástico mas, nem por isso, o governo parece aprender.
Vejamos o site da Direcção Geral dos Recursos Humanos da Educação: DGRHE…
Vamos passar à frente aquela ideia que boa parte dos tugas continua a ter sobre os professores – aquela dos 3 meses de férias. Estão todos de acordo que pelo menos em Agosto temos direito a férias, certo?
Pois bem, em pleno dia 17 do oitavo mês o Ministério informa as escolas e os professores de que podem iniciar o processo de candidatura a Professor Titular.
Os menos atentos certamente deverão lembrar-se de que esta trapalhada da divisão da carreira tem sido uma das bandeiras da luta dos professores e isso acontece fundamentalmente por dois motivos:
- é uma divisão desnecessária e injustificável à luz das actividades escolares – na nossa profissão só há uma função do primeiro ao último dia: dar aulas. Logo, não se justifica qualquer divisão.
- a forma como decorreu o primeiro concurso foi um absurdo, permitindo injustiças já reconhecidas pela Ministra.
Dito isto, o ME tenta agora lançar uma OPA sobre os professores.
É importante gritar bem alto a todos os possíveis candidatos (15 anos de serviço): isto é pouco mais do que uma mentira, porque entre poder concorrer e entrar vai uma distância maior do que a do BENFICA vir a ser campeão. Em nenhum lado o ME se atreverá a lançar vagas REAIS antes das eleições – avança apenas com um processo burocrático procurando comprar o nosso voto nas eleições que se seguem.
Eu por mim farei assim:
1- hoje reclamo, amanhã votarei.
2- Subscrevo a sugestão do Paulo Guinote – vamos todos apresentar candidatura e vamos desta vez, SIM, tentar provar como isto é absolutamente impossível de implementar.
Publicado também no Aventar
… Chamado coerência!
Aqui pelo Porto há quem use expressões do tipo “Coluna vertical”, “tomates no sítio”. Quando alguém tem a capacidade de recusar um tacho a troco da sua dignidade.
Há outros provérbios do tipo “Cão que não conhece o dono”.
Mas, tudo isto é nada a troco de tudo, não é?
Sabemos todos que os partidos são um problema, quase sempre mais parte deste do que da solução. Sabemos todos que ninguém está preso a nada, nem a ninguém.
Mas, o que leva um fundador do BE a mostrar surpresa pelo partido que ajudou a fundar, manter a linha de rumo por si “construída” e nunca criticada?
Publicado também no Aventar
Ora o que nos revela um pobre de espíriro é o facto de J. Galamba (um produto linha “Câncio-jug”) ter chamado, sem contexto, “filho da puta” a um bloguer que sempre se opôs à miséria socratista, e tê-lo feito porque se sente escudado pelo cargo de deputado que julga certo.
Acha-se ”deputado” mas poderá quiçá enganar-se, depois se calará, porque aí a valia e coragem será zero. Além disso, o episódio mostra-nos a qualidade da renovação parlamentar socratista (como diz o Tiago em baixo).
Publicado também no 5 Dias
Na próxima legislatura parece que vamos poder contar com um deputado do PS à altura de José Eduardo Martins, cabeça de lista do PSD em Viana do Castelo e reconhecido deputado da nação.
Seguindo o link do Luís, revela-se mais uma vez o prometedor futuro deputado João Galamba (eventualmente num dos textos que o próprio considerará de carácter filosófico) em que articula os mesmos argumentos sobre João Gonçalves outrora já utilizados sobre José Neves.
Também publicado no 5 Dias.
João Galamba chamou filho da puta ao João Gonçalves por causa do João Constâncio. Começa a tornar-se um hábito. O futuro deputado da Nação, quando não gosta do que lê, desata a chamar filho da puta a uma velocidade superior à do Alberto Pimenta. Já me chamou filho da puta a mim, já terá chamado a uns quantos, agora chamou ao João Gonçalves. Neste ponto, não posso deixar de dar razão a Fernanda Câncio no último «post» que escreveu no «5 Dias» (devo estar confuso, porque agora estou a lê-lo no Jugular numa data em que o mesmo nem sequer existia): «Sempre me fez muita confusão que para chamar um nome a alguém -- no caso, para dizer que alguém não presta -- se optasse por qualificar a respectiva mãe. ora não só me parece de manifesto mau gosto partir do princípio de que uma pessoa é má rês por alguma coisa que a mãe fez ou deixou de fazer, como não me é minimamente óbvio que o trabalho sexual deva ser associado à geração de más índoles. mas o mais curioso de tudo será a espécie de desculpabilização do facínora implícita na designação. como quem diz que o problema não é bem dele, é da mãe.» Quanto ao futuro deputado João Galamba, será certamente um digno representante da Nação. Ao nível de um Manuel Pinho ou de um Jorge Coelho. É que quem se mete com o PS leva!
Publicado também no Aventar
Com aquela escrita meio "tem-te não tem-te " como se fosse a cada palavra descobrir a origem do Universo e logo a seguir desaguar num mar de lugares comuns, o Director do "Sol" escreve sobre a não recondução do Prof. Lobo Antunes para membro da Comissão para a Ética e para a Vida.
E, após umas voltas de senso comum à volta de quem teria tido influência junto do Primeiro Ministro para que este tomasse tal decisão, encontra a resposta em quem está ali mais á mão. Pois a namorada de José Socrates não é a campeã das causas fracturantes e não terá o Prof. escrito um relatório contra o Testamento Vital?
E, záz, aí está a razão clarinha como a água doce, não entras manda a Fernandinha...
Eu, por acaso, que não tenho o "olho de falcão" do Sr. Director, andava às voltas com uma questão bem mais preocupante.
Então, não é, que para além das quotas das sensibilidades, das distritais e da "dos nacionais" o PS tambem tem a quota da Fernanda? Na constituição das listas a deputados do PS!
Muito mais evidente que o raciocínio do Sr. Arquitecto. Um grupo de bloggers sai do "5 dias" e forma a "Jugular" que por sua vez se transforma no "Simplex", onde deixam de estar envergonhados e fazem às claras o que sempre negaram. O apoio "à outrance" do Governo, do PS e de Sócrates! E não é que um desses bloggers já está em terceiro lugar na lista do PS por Vila Franca de Xira, justamente a terra natal da Fernanda Câncio?
E esta hem?
Parabéns João Galamba, foi rápido, não deu aquele trabalho "filho da puta" das Jotas nem do aparelho e é pela mão de quem manda!
Publicado também no Aventar
A empresa pública criada, em 2007, para desenvolver as obras de transformação das escolas secundárias portuguesas já gastou mais de 20 milhões de euros em projectos de arquitectura que foram adjudicados por convite directo, sem consulta a terceiros nem publicitação dos contratados, diz o Público.
Não vejo grande problema. Não é mais simples? Estamos ou não no Simplex? Se há burocracia e concursos onde se perde muito tempo, com comissões de análise, potenciais recursos e demais chatices, achamos mal. Se não há nada disso, se é tudo mais fácil, ai, ai, ai, que não pode ser. Mas que raio de democracia é esta?
Também em Aventar.
Vieira da Silva acusou o PSD de política de baixo nível por Aguiar-Branco dizer que o Governo está sob suspeita.
Cuiroso. Ninguém lhe ouviu uma única palavra a propósito da «roubalheira do BPN» que Vital Moreira andou a espalhar em plena campanha para as Europeias.
Moita Flores, por seu turno, diz que não vai votar no PSD nas Eleições Legislativas. Mas nas Autárquicas, duas semanas depois, irá candidatar-se pelo PSD à Câmara Municipal de Santarém. Se não se revê no PSD, por que razão não concorre sozinho? Ah, pois, porque já entregou as listas. Isto é que é azar!
Publicado também no Aventar
Só uma dúvida: como será que a empregada lhe tira os caroços? Com os dentes?
(a pérola encontra-se por volta dos 8 minutos)
Publicado também no Aventar
Nas próximas legislativas quem quiser um governo de esquerda votará PS, quem quiser um governo de direita terá quatro partidos à escolha: PSD, CDS, BE ou PCP.
(Parece-me que, uma vez, um sr. chamado Augusto Santos Silva tentou dizer isto, mas os nervos do momento não permitiram; aqui, dito por uma ajudante, está com muito mais classe, uma nobreza gramatical que nos deixa a sós a sonhar com o rubor da língua, sei lá …)
Também publicado no 5 Dias
(e isto sem querer dar uma ajuda ao Jamais na sua guerra contra o Simplex):
- A taxa de desemprego subiu de 6,8% em 2005 para 9,3% em 2009;
- A dívida pública subiu de 62% do PIB em 2005 para 70,7% em 2009;
- O défice do Estado subiu de 5,2% do PIB em 2005 para mais de 6% em 2009;
- O endividamento das famílias subiu de 118% do rendimento disponível em 2005 para 135% em 2008;
- O IVA subiu de 19% em 2005 para 21% em 2006 e 20% em 2009.
- O número de portugueses com médico de família biaxou 11,3% entre 2005 e 2009;
- O rendimento por habitante é em 2009 o segundo pior da Zona Euro.
- Os Bancos continuam a pagar impostos mais baixos do que a generalidade das empresas.
- As competências adquiridas pelos alunos do ensino básico e secundário baixaram drasticamente de 2005 para 2009, bem como a permissividade e o facilitismo.
- Os professores do ensino básico e secundário continuam sem ser avaliados.
Também publicado no Aventar.
Publicado também no Aventar.
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Soube deste «post» pelo «5 Dias». O Rui Herbon pergunta, no Simplex, por que razão se acha que é Joana Amaral Dias que está a falar verdade e não o contrário. Com toda a amizade, Rui, que raio de pergunta! Ora, acha-se que é Joana Amaral Dias que está a falar verdade porque José Sócrates é mentiroso. Nem sequer percebo a lógica da pergunta.
Publicado também no Aventar.
Luís Filipe Menezes referiu, numa entrevista à SIC, que é tempo de acabar com as guerras internas. Que é tempo do PSD se unir.
O estranho é que não são conhecidas grandes divergências dentro do partido acerta do projecto para elaboração do programa eleitoral. Só se conhecem divergência a propósito de lugares.
Das duas, uma: ou todos estão de acordo com o projecto de programa eleitotal ou, mesmo dentro do PSD, ninguém o leu. Se calhar, Ferreira Leite tem razão, ninguém lê os programas eleitorais.
(Já agora: será que a vontade de união de Menezes tem a ver com a presença do filho nas listas? Não, não deve ter nada a ver)
Este vídeo dos «Contemporâneos» já tem alguns meses, mas não deixa de ser uma delícia. Para todos aqueles que votam PS ou PSD, esta letra é todo um programa.
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Este é um novo blogue. Nasce com uma orientação específica: apelar ao não-voto no PSD ou no PS. Mas ao contrário dos recentes Jamais ou Simplex, criados pelos aparelhos partidários dos Partidos (basta ver que de um lado está Paulo Rangel e Pacheco Pereira - que não linko por nada terem escrito até ao momento, do outro João Galamba e Miguel Vale e Almeida), este blogue não tem conotações partidárias nem pede o voto para um determinado Partido. Porque, como diz o Rui Tavares na «Visão» desta semana, é lamentável que os Partidos se estejam a intrometer na blogosfera - foi precisamente contra isso que nasceram os blogues.
Ao invés, o DO CONTRA pede que os portugueses não votem em dois determinados Partidos. Os mesmos que têm (des)governado Portugal nas últimas três décadas. PSD e PS tiveram todas as oportunidades e falharam completamente. De cada vez que recuperaram o poder, falharam ainda mais. Portugal está, cada vez mais, na cauda da Europa. Esses dois Partidos não merecem continuar a governar. Não merecem mais um voto de confiança dos portugueses.
Votem em quem quiserem, votem em branco, votem nulo, mas não votem no PSD ou no PS.
Este blogue é iniciado por mim, mas espero que seja continuado por muitos outros. As portas estão abertas a todos os que pensam da mesma forma. Todas as contribuições serão bem-vindas. Porque mais do que ser contra o PSD e o PS, sou a favor de Portugal.
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